Despedimentos escandalosos no <em>Deutsche Bank</em>
O maior banco alemão anunciou na quinta-feira, dia 3, um programa de redução maciça de postos de trabalho que afectará 6400 trabalhadores, ou seja dez por cento do total de efectivos.
A medida drástica poderia sugerir que o colosso financeiro teria sido, também ele, atingido pela recessão económica que assola o país. Mas não, o Deutsche Bank goza de uma pujante saúde, tendo apresentado no ano passado os melhores resultados desde 2000, com uns impressionantes 2,5 mil milhões de euros de lucros.
Por isso, num país em que ainda é preciso manter as aparências, o anúncio foi «mal recebido» pela classe política, incluindo pelos partidos da coligação governamental, que nessa semana tiveram o incómodo de explicar a subida recorde dos números do desemprego para mais de cinco milhões.
Indignado, o vice-presidente do grupo parlamentar do SPD, Michael Mueller, considerou o despedimento como «uma indecência» e «uma vergonha colocar desta forma os objectivos da rentabilidade à frente do emprego».
No mesmo tom, os Verdes, parceiro de coligação, consideram o plano «altamente problemático e nem os conservadores do CDU evitaram uma anotação crítica: «É um sinal de que a moral está em risco de desaparecer na economia», declarou o deputado Gerald Weiss, responsável pela corrente sindical no seu partido.
Nada comovido, o patrão do Deutsche Bank, Josef Ackermann (cujo «salário» ascendeu, em 2003, a 11 milhões de euros), afirmou, no mesmo dia, que mantém o seu «plano de economias» para fazer do banco «um dos primeiros do mundo em termos de capitalização bolsista».
A medida drástica poderia sugerir que o colosso financeiro teria sido, também ele, atingido pela recessão económica que assola o país. Mas não, o Deutsche Bank goza de uma pujante saúde, tendo apresentado no ano passado os melhores resultados desde 2000, com uns impressionantes 2,5 mil milhões de euros de lucros.
Por isso, num país em que ainda é preciso manter as aparências, o anúncio foi «mal recebido» pela classe política, incluindo pelos partidos da coligação governamental, que nessa semana tiveram o incómodo de explicar a subida recorde dos números do desemprego para mais de cinco milhões.
Indignado, o vice-presidente do grupo parlamentar do SPD, Michael Mueller, considerou o despedimento como «uma indecência» e «uma vergonha colocar desta forma os objectivos da rentabilidade à frente do emprego».
No mesmo tom, os Verdes, parceiro de coligação, consideram o plano «altamente problemático e nem os conservadores do CDU evitaram uma anotação crítica: «É um sinal de que a moral está em risco de desaparecer na economia», declarou o deputado Gerald Weiss, responsável pela corrente sindical no seu partido.
Nada comovido, o patrão do Deutsche Bank, Josef Ackermann (cujo «salário» ascendeu, em 2003, a 11 milhões de euros), afirmou, no mesmo dia, que mantém o seu «plano de economias» para fazer do banco «um dos primeiros do mundo em termos de capitalização bolsista».